“O meu Juninho”

26/09/2026 11:18

Talvez a Gazeta finalmente tenha encontrado uma explicação menos cabeluda para a relação pouco afetuosa de Ratinho Junior com a escola. Quando contamos sua passagem pela EJA, apareceram nos comentários pessoas que se disseram ex-colegas: afirmaram que ele quase não aparecia, que era aluno medíocre e até que teria sido expulso de colégio particular. Mas pense no recreio: ser filho do Ratinho já devia render assunto. Ser Júnior é carregar o pai até no nome. Ser “Juninho”, então, é praticamente entregar a matéria-prima pronta ao bullying. O curioso é que o tempo passou e o diminutivo sobreviveu. Aos 45 anos, depois de dois mandatos como governador, ele reaparece na campanha de Sandro Alex como “o meu Juninho”. Na escola, talvez fosse motivo de gozação. Na política, a pergunta é outra: depois de uma vida pública inteira, onde termina o filho do Ratinho e começa Ratinho Junior?